Quanto espaço, afinal

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

— Mas quem foi que perguntou?

— Não sei, ué. Eu não perguntei nada não.

— Alguém perguntou, não é possível. As pessoas estão sempre tentando saber das coisas, há toda essa inquisição a respeito dos menores e menos importantes fatos, como se algo mudasse por conta disso. Não muda nada, é tudo tão inútil. Duzentas perguntas e nenhum conhecimento novo, sabe. Parece que há gente por aí especializada em coisa nenhuma, enormes buracos negros de idéias e pensamentos gerais. Concordam e não concordam aleatoriamente com o que lhes é exposto, brigam por ínfimos detalhes, e por fim são incapazes de formular um pensamento original, uma junção única de idéias ainda não vista. São seguidores eternos de ideologias e bases filosóficas que ouviram por aí — porque afinal não lêem — e nesta massaroca fermentada de pontos desconexos encontram-se tão à vontade que até nos oferecem fatias do que não possuem, em vão cortam o ar com uma espátula, esperando que alguém prepare uma torta e chegue com um daqueles sorrisos matreiros contidos e um tênue olhar de aprovação, dizendo mas que nada, a torta era sua, você a fez, não conheço essa torta.

— Hmmm. Torta.

2 Responses to “Quanto espaço, afinal”

  1. Anaaa Says:

    heuhuaoie

    droga, eu tenho que me lembrar de vir aqui mais vezes… sempre gosto dos teus posts =]

  2. Bruna Says:

    Ai… Esse doeu… : (


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