Não basta
Segunda-feira, Abril 9, 2007
Aqui, a organização parece ser diferente. Veja, não há uma fila única. Se você observar agora, verá que o caos parece reinar: estão correndo de um lado a outro sem razão aparente. Não, não; não tire conclusões ainda. Repare ali naquele cantinho. Há três deles lado-a-lado. Devem ser do mesmo tipo, você pode imaginar. Mas que semelhança os une? São baixos e altos, feios e bonitos, e um ainda é fumante. São diferentes, você me diz? Se eu tivesse que decidir rapidamente, diria também que são. Mas já pensei um pouco; acho que no fundo os três são blasezinhos, centrados nos seus próprios umbigos. Reconhecem o ambiente, mas não tiram muito proveito das sensações. Ao que parece, optaram pelo encavernamento pessoal, estão ali mas lá. Você acha mesmo? Uma estratégia única? Porém que benefício se atingiria, e a que custos! Compreenda melhor, vamos construir um sistema de organização. Imagine que lhes damos bilhetes. Obviamente os bilhetes valem algo, e é preciso garantir que algo ainda está disponível quando forem buscar. Buscam então a qualquer momento, é difícil prever, e se ainda pudéssemos prever, como garantir algo para todos? Não é de extrema praticidade que os deixemos de certa forma livres e só consigam algo quando há disponível? E ainda poderíamos optar por uma fila. Ou uma ordem qualquer, examinar os casos um a um por ciclos, a cada vez examinamos todos. Mas como pode este método ser justo, se há então os que querem e se deixam examinar com alguma profundidade e os avessos a que se os conheçam? Não basta que lhes olhemos os cabelos?



Domingo, Abril 29, 2007 at 9:29 am
Somehow that sounds keynesian.
;)